Emoção marcada também pela dor, devido à tragédia que se abateu sobre a família Mandela, com a morte da bisneta do grande líder africano em acidente de carro após a festa de abertura realizada ontem.
Quanto ao jogo, como não poderia deixar de ser, o completo azarão que é a seleção da África do Sul demonstrou muito nervosismo nos primeiros 20, 30 minutos. A manhosa e experiente seleção mexicana teve total controle das ações nesse período, mas não conseguiu criar muito e desperdiçou as duas ou três boas situações de gol que teve. Já na parte final do primeiro tempo a África do Sul postava-se melhor e começava a chegar com mais frequência à área adversária.
No segundo tempo, após a conversa de vestiário com Carlos Alberto Parreira, a África do Sul voltou mais tranquila, melhor posicionada e colocando em prática o jogo que o treinador gosta: posse de bola e estocadas rápidas nos contra-ataques. O México, um país que não costuma intimidar-se diante de seus adversários, seja Brasil, Itália ou outra potência qualquer, pareceu cansar e deu uma travada. A seleção local abriu o placar aos 10', em um lindo contra-ataque, um verdadeiro golaço do bom Tshabalala, uma execução perfeita desde a rápida troca de passes à finalização certeira, passando por um lançamento primoroso de Mphela.
Daí a África do Sul desperdiçou sucessivas oportunidades de definir a partida com o meia Modise e a seleção mexicana acabou chegando ao empate aos 34', em uma falha infantil da defesa anfitriã. Após a cobrança de escanteio, a bola voltou espirrada para o meia Guardado, sem que aparecesse nenhum sul-africano para combatê-lo. À vontade, Guardado lançou novamente para área, onde uma errada linha de impedimento permitiu ao veterano Rafa Marquez o gol de empate. Uma falha boba: a defesa nem combateu fora da área, nem dentro, num lance em que havia mais camisas pretas em perto de seu gol do que seguidores de Mussolini durante o fascismo italiano.
No minuto final, o atacante Mphela teve a chance de dar a vitória à África do Sul, mas o contra-ataque iniciado pelo goleiro Khune terminou com um caprichoso toque da bola no pé direito da trave de Perez.
Mas valeu. Tenho visto jogos de abertura muito mais pobres. Na verdade, achei o melhorzinho desde a vitória da Bélgica sobre a Argentina em 1982 na Espanha. Agora é bola pra frente e olho na tela.
Aí embaixo um desenho legal das escalações tirado do site da Fifa.
RSA 1 x 1 MEX
- 16 Itumeleng KHUNE (GK)
- 2 Siboniso GAXA
- 4 Aaron MOKOENA (C)
- 8 Siphiwe TSHABALALA
- 9 Katlego MPHELA
- 10 Steven PIENAAR (-83' )
- 11 Teko MODISE
- 12 Reneilwe LETSHOLONYANE
- 13 Kagisho DIKGACOI
- 15 Lucas THWALA (-46'Int. )
- 20 Bongani KHUMALO
- (GK) Oscar PEREZ 1
- Francisco RODRIGUEZ 2
- Carlos SALCIDO 3
- Rafael MARQUEZ 4
- Ricardo OSORIO 5
- (C) Gerardo TORRADO 6
- (-73') Guillermo FRANCO 9
- (-69') Carlos VELA 11
- (-55') Paul AGUILAR 12
- Efrain JUAREZ 16
- Giovani DOS SANTOS 17
Reserva(s)
- 1 Moneeb JOSEPHS (GK)
- 22 Shu-Aib WALTERS (GK)
- 3 Tsepo MASILELA (+46'Int.)
- 5 Anele NGCONGCA
- 6 MacBeth SIBAYA
- 7 Lance DAVIDS
- 14 Matthew BOOTH
- 17 Bernard PARKER (+83')
- 18 Siyabonga NOMVETHE
- 19 Surprise MORIRI
- 21 Siyabonga SANGWENI
- 23 Thanduyise KHUBONI
- (GK) Guillermo OCHOA 13
- (GK) Luis MICHEL 23
- Pablo BARRERA 7
- Israel CASTRO 8
- (+69') Cuauhtemoc BLANCO 10
- (+73') Javier HERNANDEZ 14
- Hector MORENO 15
- (+55') Andres GUARDADO 18
- Jonny MAGALLON 19
- Jorge TORRES 20
- Adolfo BAUTISTA 21
- Alberto MEDINA 22
Técnicos
Carlos Alberto PARREIRA (BRA)
(MEX) Javier AGUIRRE
Oficiais
- Árbitro: Ravshan IRMATOV (UZB)
- Assistente 1: Rafael ILYASOV (UZB)
- Assistente 2: Bakhadyr KOCHKAROV (KGZ)
- Quarto árbitro: Subkhiddin MOHD SALLEH (MAS)
- FOF: MU Yuxin (CHN)
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