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Uma coisa é pessoas como eu cometerem erros em meios como este, já que o fazem por puro diletantismo, passatempo, distração ou o que for. Outra é um profissional receber para isso e alguém pagar para receber informações equivocadas.
Já postei aqui alguns exemplos que me incomodaram. Aqui vai mais um. Esta semana, fechando uma matéria num dos jornais da Globo News sobre o recente evento Back2Black Festival, realizado no Rio de Janeiro, a repórter encerrou seu texto dizendo que o blues nasceu na África. Não é bem assim. Na verdade, não é nada assim.
O blues nasceu tanto na África quanto a bossa nova nasceu na Europa. Não se devem confundir raízes com a formatação de um estilo. Dizer que o blues nasceu na África é o mesmo que dizer que eu, você e todos à nossa volta somos africanos. Afinal, foi lá que foram encontrados indícios mais antigos da presença do homem moderno.
O que parece é que ninguém revisou a matéria para corrigir a informação ou revisou e achou que era aquilo mesmo. Ou, pior, ninguém liga para a qualidade do que é produzido. O que importa é cumprir pauta e finalizar o trabalho.
A pessoa mais desatenta acaba tomando por verdade uma mentira como essa. E, com o tempo, a mentira vai se perpetuando como verdade.
No fim, por linhas tortas segue-se uma não menos torta máxima jornalística: se a lenda é mais interessante que o fato, publique-se a lenda. E dane-se a verdade.
É minha opinião.
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